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para guardar-te da mulher estranha, da estrangeira que amaciou as suas próprias declarações.
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Pois da janela da minha casa, pela minha gelosia, olhei para baixo,
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para espreitar os inexperientes. Fiquei interessado em discernir entre os filhos um moço falto de coração,
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passando pela rua perto da esquina dela e marchando no caminho da casa dela,
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no crepúsculo, à noitinha do dia, ao se aproximar a noite e as trevas.
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E eis que vinha ao seu encontro uma mulher em traje de prostituta e ardilosa de coração.
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Ela é turbulenta e obstinada. Seus pés não ficam residindo na sua casa.
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Ora está portas afora, ora está nas praças públicas, e perto de cada esquina ela fica de emboscada.
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E ela o segurou e deu-lhe um beijo. Fez a sua face atrevida e começa a dizer-lhe:
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“Cabia-me oferecer sacrifícios de participação em comum. Hoje paguei os meus votos.
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Por isso saí, vindo ao teu encontro, à procura da tua face, para achar-te.
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Arrumei o meu divã com colchas, com coisas multicolores, linho do Egito.
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Borrifei minha cama com mirra, aloés e canela.
18
Vem deveras, bebamos fartamente do amor até à manhã; regalemo-nos deveras mutuamente com expressões de amor.
19
Pois o esposo não está na sua casa; foi viajar num caminho de certa distância.
20
Tomou na mão uma bolsa de dinheiro. Chegará à sua casa no dia da lua cheia. ”
21
Ela o desencaminhou com a abundância da sua persuasão. Seduziu-o com a maciez dos seus lábios.
22
De repente ele vai atrás dela, igual ao touro que chega ao abate, e como que agrilhoado para a disciplina do tolo,
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até que uma flecha lhe fende o fígado, assim como o pássaro se apressa para a armadilha, e ele não sabia que envolvia a sua própria alma.