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	<description>Atos dos Apóstolos capítulo 23</description>
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		<title>Atos dos Apóstolos capítulo 23</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:29:27 +0000</pubDate>
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				 Então Paulo olhou firmemente para os membros do Conselho e disse: —Meus irmãos, tenho vivido até hoje com a consciência limpa diante de Deus. 
				 Mas Ananias, o Grande Sacerdote, mandou que os homens que estavam perto de Paulo dessem um tapa na boca dele. 
				 Aí Paulo disse a Ananias: —Hipócrita, Deus o castigará por isso! Você está sentado aí para me julgar de acordo com a Lei, não é? Então como é que mandou bater em mim? Isso é contra a Lei! 
				 Os homens que estavam perto de Paulo perguntaram: —Você está insultando o Grande Sacerdote, o servo de Deus? 
				 Paulo respondeu: —Meus irmãos, eu não sabia que ele é o Grande Sacerdote. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Não fale mal de nenhuma das autoridades do seu povo. ” 
				 Quando Paulo percebeu que alguns do Conselho eram do partido dos saduceus e outros do partido dos fariseus, disse bem alto: —Meus irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou aqui sendo julgado porque creio que os mortos vão ressuscitar. 
				 Assim que ele disse isso, os fariseus e os saduceus começaram a discutir, e o Conselho se dividiu. 
				 É que os saduceus não crêem que os mortos vão ressuscitar, nem que existem anjos ou espíritos; mas os fariseus crêem nessas coisas. 
				 E assim a gritaria aumentou ainda mais. Então alguns mestres da Lei que pertenciam ao partido dos fariseus se levantaram e protestaram. Eles disseram: —Não vemos nenhum mal neste homem. Pode ser mesmo que um anjo ou um espírito tenha falado com ele. 
				 A briga chegou a tal ponto, que o comandante ficou com medo de que Paulo fosse despedaçado por eles. Por isso mandou os guardas descerem para tirar Paulo do meio deles e o levar de volta para a fortaleza. 
				 Na noite seguinte o Senhor Jesus apareceu a Paulo e disse: —Tenha coragem, Paulo! Você falou a meu respeito aqui em Jerusalém e vai falar também em Roma. 
				 Na manhã seguinte alguns judeus se ajuntaram e juraram que não iam comer nem beber nada enquanto não matassem Paulo. 
				 Os homens que combinaram fazer isso eram mais de quarenta. 
				 Eles foram falar com os chefes dos sacerdotes e com os líderes do povo e disseram: —Nós fizemos o seguinte juramento: “Que Deus nos amaldiçoe se comermos ou bebermos qualquer coisa enquanto não matarmos Paulo. ” 
				 Agora vocês e o Conselho Superior, mandem pedir ao comandante que traga Paulo aqui. Digam que estão querendo examinar melhor o caso dele. Então, antes que ele chegue, nós estaremos prontos para matá-lo. 
				 Mas o filho da irmã de Paulo ficou sabendo do plano; ele entrou na fortaleza e contou tudo a Paulo. 
				 Então Paulo chamou um dos oficiais e disse: —Leve este moço ao comandante. Ele tem uma coisa para contar a ele. 
				 O oficial levou o moço ao comandante e disse: —Aquele preso que se chama Paulo mandou me chamar e pediu que eu trouxesse este moço porque ele tem uma informação para o senhor. 
				 O comandante pegou o moço pela mão, levou-o para um lado e perguntou: —O que é que você tem para me contar? 
				 Ele respondeu: —Alguns judeus combinaram pedir ao senhor que leve Paulo amanhã ao Conselho Superior, com a desculpa de quererem examinar melhor o caso dele. 
				 Mas não acredite nisso, pois mais de quarenta deles vão ficar escondidos esperando Paulo para o matar. Todos eles fizeram este juramento: “Que Deus nos amaldiçoe se comermos ou bebermos qualquer coisa antes de termos matado Paulo. ” Eles estão prontos para cumprir o juramento e esperam apenas saber o que o senhor vai resolver. 
				 Então o comandante respondeu: —Não diga a ninguém que você me contou isso. E mandou que o moço fosse embora. 
				 Então o comandante chamou dois oficiais e disse: —Arranjem duzentos soldados, e mais setenta cavaleiros, e duzentos lanceiros para ir até a cidade de Cesaréia. Estejam prontos para sair daqui às nove horas da noite. 
				 Preparem também cavalos para Paulo montar e o levem com toda a segurança para o governador Félix. 
				 Depois o comandante escreveu uma carta que dizia o seguinte: 
				 “Excelentíssimo Governador Félix, “Saudações. 
				 “Alguns judeus agarraram este homem e quase o mataram. Quando soube que ele era cidadão romano, eu fui com os meus soldados e não deixei que ele fosse morto. 
				 Eu queria saber por que o estavam acusando e por isso resolvi levá-lo diante do Conselho Superior dos judeus. 
				 Então descobri que ele não tinha feito nada para merecer a prisão ou a morte. A acusação contra ele era a respeito da própria lei deles. 
				 Quando fui informado de que havia um plano para matá-lo, resolvi mandá-lo ao senhor. E disse para aqueles judeus que fizessem as acusações na sua presença. “Saúde. “Cláudio Lísias. ” 
				 Então os soldados cumpriram as ordens. Pegaram Paulo e o levaram durante a noite até a cidade de Antipátride. 
				 No dia seguinte os soldados voltaram para a fortaleza, deixando que os cavaleiros continuassem a viagem com Paulo. 
				 Eles o levaram para a cidade de Cesaréia, deram a carta ao Governador e lhe entregaram Paulo. 
				 O Governador leu a carta e perguntou a Paulo de onde ele era. Quando soube que era da região da Cilícia, 
				 disse: —Quando os seus acusadores chegarem, eu ouvirei o que você tem para dizer. Em seguida mandou que ele ficasse preso no palácio do Governador. 
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