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	<description>Jó capítulo 7</description>
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		<title>Jó capítulo 7</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2026 08:09:19 +0000</pubDate>
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				 “A vida neste mundo é dura como o serviço militar; todos têm de trabalhar pesado, 
				 como o escravo que suspira pela sombra, como o trabalhador que espera o seu salário. 
				 Mês após mês só tenho tido desilusões, e as minhas noites têm sido cheias de aflição. 
				 Essas noites são compridas; eu me canso de me virar na cama até de madrugada e fico perguntando: “Será que já é hora de levantar? ” 
				 O meu corpo está coberto de bichos e de cascas de feridas; a minha pele racha, e dela escorre pus. 
				 Os meus dias passam mais depressa do que a lançadeira do tecelão e vão embora sem deixar esperança. 
				 Lembra, ó Deus, que a minha vida é apenas um sopro; os meus olhos nunca mais verão a felicidade. 
				 Tu me vês agora, porém não me verás mais; olharás para mim, mas eu já terei desaparecido. 
				 “Como a nuvem que passa e some, assim aquele que desce ao mundo dos mortos nunca mais volta; 
				 ele não volta para casa; ninguém lembra mais dele. 
				 Por isso, não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar, preciso me queixar, pois o meu coração está cheio de amargura. 
				 Será que eu sou o Mar ou algum outro monstro do mar para que fiques aí me vigiando? 
				 Quando penso que na cama encontrarei descanso e que o sono aliviará a minha dor, 
				 então me espantas com sonhos e com pesadelos me enches de medo. 
				 Eu prefiro ser estrangulado; é melhor morrer do que viver neste meu corpo. 
				 Detesto a vida; não quero mais viver. Deixa-me em paz, pois a minha vida não vale nada. 
				 “O que somos nós, para que nos dês tanta importância e te preocupes com a gente? 
				 Por que nos vigias todos os dias e a todo instante nos fazes passar por provas? 
				 Quando deixarás de olhar para mim, a fim de que eu tenha um momento de sossego? 
				 Se pequei, que mal fiz a ti, ó vigia das pessoas? Por que fizeste de mim o alvo das tuas flechas? Por acaso, sou uma carga tão pesada assim? 
				 Por que não perdoas o meu pecado e não apagas a minha maldade? Logo estarei na sepultura; tu me procurarás, mas eu não existirei mais. ” 
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