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		<title>Jó capítulo 24</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2026 02:03:53 +0000</pubDate>
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				 “Por que o Todo-Poderoso não marca um dia para julgar, um dia para fazer justiça aos que são dele? 
				 Há homens que mudam os marcos de divisa para aumentar as suas terras; eles roubam ovelhas e as põem no meio das suas. 
				 Levam jumentos que pertencem a órfãos e ficam com o boi de uma viúva como garantia de pagamento de empréstimo. 
				 Eles não respeitam os direitos dos pobres e forçam os necessitados a correr e se esconder. 
				 “Como se fossem jumentos selvagens, os pobres andam pelo deserto procurando alimento para os filhos. 
				 Os pobres precisam trabalhar nas colheitas dos maus e apanham uvas para eles. 
				 Não têm cobertas para se cobrir de noite, não têm nada que os proteja do frio. 
				 Nas montanhas são encharcados pelas chuvas e procuram abrigo nas rochas. 
				 Os perversos pegam orfãozinhos e fazem deles escravos e recebem os filhos dos necessitados como pagamento de dívidas. 
				 Os pobres andam por aí quase nus e passam fome enquanto trabalham na colheita do trigo. 
				 Eles movem as pedras dos moinhos dos maus para fazer azeite e pisam as suas uvas para fazer vinho, mas morrem de sede durante esse trabalho. 
				 Os feridos e os que estão morrendo gritam nas cidades, mas Deus não escuta os seus gritos pedindo socorro. 
				 “Os perversos odeiam a luz; em todos os seus caminhos, em tudo o que fazem, não querem saber dela. 
				 O assassino se levanta de madrugada para matar o pobre e de noite vira ladrão. 
				 O adúltero espera o cair da noite e cobre o rosto para que ninguém o veja. 
				 Os ladrões invadem de noite as casas; eles não saem de dia, pois não querem nada com a luz. 
				 Eles têm medo da luz do dia, mas a escuridão não os deixa apavorados. ” 
				 “O homem mau é arrastado pela enchente. As suas terras são amaldiçoadas por Deus, e ele não volta a trabalhar na sua plantação de uvas. 
				 Como a neve se derrete no tempo seco e no calor, assim também o pecador desaparece da terra dos vivos. 
				 A própria mãe não lembra dele. Os vermes o devoram com gosto, e ele é esquecido por todos. O pecador é destruído como uma árvore que cai. 
				 Isso acontece porque ele nunca ajudou as viúvas, nem teve pena das mulheres que não podem ter filhos. 
				 Deus, com o seu poder, destrói os maus; ele age e acaba com a vida dos perversos. 
				 Deus deixa que vivam seguros, mas fica sempre de olho neles. 
				 Durante algum tempo, os perversos prosperam, mas num instante secam como o capim, são cortados como as espigas de trigo. 
				 Quem pode dizer que essas coisas não são assim? Será que alguém pode provar que não estou dizendo a verdade? ” 
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