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	<description>Jó capítulo 6</description>
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		<title>Jó capítulo 6</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 07:47:51 +0000</pubDate>
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				ENTÃO Jó respondeu, dizendo: 
				Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança! 
				Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas. 
				Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim. 
				Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto? 
				Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? 
				A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante. 
				Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero! 
				E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse! 
				Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo. 
				Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência? 
				É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne? 
				Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria? 
				Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso. 
				Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam, 
				Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve, 
				No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar. 
				Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem. 
				Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sabá esperam por eles. 
				Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem. 
				Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes. 
				Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens? 
				Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos? 
				Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei. 
				Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa argüição? 
				Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento? 
				Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo. 
				Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença. 
				Voltai, pois, não haja iniqüidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso. 
				Há porventura iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas? 
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