Sobre os montes levantarei choro e lamentação, e sobre as pastagens do ermo, uma endecha; pois terão sido queimados, de modo que não há homem que passe [ ali ] e realmente não se ouvirá o som de gado. Terão fugido tanto a criatura voadora dos céus como o animal; terão ido embora.
Mas ouvi, ó mulheres, a palavra de Jeová, e aceite vosso ouvido a palavra da sua boca. Ensinai então às vossas filhas uma lamentação, e cada mulher à sua companheira, uma endecha.
Quem dera que a minha cabeça fosse [ de ] águas e que os meus olhos fossem uma fonte de lágrimas! Então eu poderia chorar dia e noite pelos mortos da filha do meu povo.
Ó filha do meu povo, cinge-te de serapilheira e revolve-te em cinzas. Faze o teu pranto aquele por um [ filho ] único, o lamento da amargura; porque repentinamente virá sobre nós o assolador.
E se não ouvirdes [ isto ], minha alma chorará em esconderijos, por causa de orgulho, e positivamente deitará lágrimas; e meus olhos verterão lágrimas, porque a grei de Jeová terá sido levada cativa.
“E tens de dizer-lhes esta palavra: ‘Vertam meus olhos lágrimas, noite e dia, e não parem, porque a virgem filha do meu povo foi quebrantada com uma grande derrocada, com um golpe extremamente mórbido.
Por isso é que eu disse: “Desviai de mim o vosso olhar. Vou mostrar amargura em choro. Não insistais em consolar-me pela assolação da filha do meu povo.
Ela chora muito durante a noite, e suas lágrimas estão sobre as suas faces. Não tem ninguém que a console, dentre todos os seus amantes. Todos os seus próprios companheiros agiram traiçoeiramente com ela. Tornaram-se inimigos dela.
Meus olhos acabaram em puras lágrimas. Meus intestinos estão em fermento. Meu fígado se derramou por terra por causa da derrocada da filha do meu povo, por se debilitarem a criança e o bebê nas praças públicas da vila.
O coração deles clamou a Jeová, ó muralha da filha de Sião. Faze verter lágrimas qual torrente, dia e noite. Não te entregues ao entorpecimento. Não fique quieta a menina de teu olho.