Ai! meus intestinos, meus intestinos! Estou com severas dores nas paredes de meu coração. Meu coração está turbulento dentro de mim. Não posso calar-me, porque a minha alma ouviu o som da buzina, o rebate de guerra.
Quem dera que a minha cabeça fosse [ de ] águas e que os meus olhos fossem uma fonte de lágrimas! Então eu poderia chorar dia e noite pelos mortos da filha do meu povo.
“E tens de dizer-lhes esta palavra: ‘Vertam meus olhos lágrimas, noite e dia, e não parem, porque a virgem filha do meu povo foi quebrantada com uma grande derrocada, com um golpe extremamente mórbido.
Quanto a mim, porém, não me precipitei para deixar de ser um pastor que te segue, e não mostrei almejo do dia de desespero. Tu mesmo conheceste a expressão dos meus lábios; ela se deu diante da tua face.
Então eu disse ao rei: “Viva o próprio rei por tempo indefinido! Por que não deve a minha face ficar sombria quando a cidade, a casa das sepulturas de meus antepassados, está devastada e seus próprios portões foram consumidos pelo fogo? ”
Pois aqueles que nos mantinham cativos nos pediram ali as palavras duma canção, e os que mofavam de nós — alegria: “Cantai-nos uma das canções de Sião. ”
4
Como podemos cantar a canção de Jeová em solo estrangeiro?
5
Se eu te esquecer, ó Jerusalém, seja esquecediça a minha direita.
6
Apegue-se minha língua ao céu da minha boca, se eu não me lembrar de ti, se eu não fizer Jerusalém subir acima da minha principal causa de alegria.
Não olheis para mim, porque sou trigueira, pois o sol me avistou. Os filhos de minha própria mãe zangaram-se comigo; designaram-me guardiã dos vinhedos, [ embora ] eu não guardasse o meu vinhedo, aquele que era meu.
Vacuidade e vazio, e [ uma cidade ] devastada! E o coração se derrete e [ os ] joelhos vacilam, e há dores agudas em todos os quadris; e quanto às faces de todos eles, ficaram coradas [ de excitação ].