3
“Pereça o dia em que vim a nascer, também a noite em que alguém disse: ‘Foi concebido um varão vigoroso! ’
4
Quanto àquele dia, torne-se ele escuridão. Não olhe Deus para ele, de cima, nem reluza sobre ele a luz do dia.
5
Reivindiquem-no a escuridão e a sombra tenebrosa. Resida sobre ele uma nuvem de chuva. Apavorem-no as coisas que escurecem o dia.
6
Aquela noite — levem-na as trevas; não se regozije entre os dias do ano; não entre no meio do número dos meses lunares.
7
Eis aquela noite — fique ela estéril; não entre nela nenhum grito jubiloso.
8
Maldigam-na praguejadores do dia, os que estão prontos para despertar o leviatã.
9
Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; aguarde ela a luz e não haja nenhuma; e não veja ela os raios da alva.
10
Pois não fechou as portas do ventre de minha [ mãe ], escondendo assim dos meus olhos a desgraça.
11
Por que não passei a morrer desde a madre? [ Por que não ] saí do próprio ventre, expirando então?
12
Por que fui confrontado por joelhos, e por que por peitos, para que eu mamasse?
13
Pois agora eu já estaria deitado para ter sossego; então dormiria; estaria descansando
14
Com reis e conselheiros da terra, os que constroem para si lugares desolados,
15
Ou com príncipes que têm ouro, os que enchem as suas casas de prata;
16
Ou, igual a um aborto encoberto, não teria vindo à existência, como crianças que não viram a luz.