E eu, sim, eu me virei para todos os meus trabalhos que minhas mãos tinham feito e para a labuta em que eu tinha trabalhado arduamente para a realizar, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento, e não havia nada de vantagem debaixo do sol.
Pois, ao homem que é bom diante dele, ele tem dado sabedoria, e conhecimento, e alegria, mas ao pecador tem dado a ocupação de ajuntar e de recolher, apenas para dar àquele que é bom diante do [ verdadeiro ] Deus. Também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.
Não somente isso, mas também nós mesmos, os que temos as primícias, a saber, o espírito, sim, nós mesmos gememos em nosso íntimo, ao passo que esperamos seriamente a adoção como filhos, sermos livrados de nossos corpos por meio de resgate.
E eu mesmo retornei, a fim de ver todos os atos de opressão que se praticam debaixo do sol, e eis as lágrimas dos oprimidos, mas eles não tinham consolador; e do lado dos seus opressores havia poder, de modo que não tinham consolador.
2
E congratulei os mortos que já tinham morrido, em vez de os vivos que ainda viviam.
3
Portanto, melhor do que ambos [ é ] aquele que ainda não veio a existir, que não viu o trabalho calamitoso que se faz debaixo do sol.
4
E eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.
O que veio a ser está longe e extremamente profundo. Quem o pode descobrir?
25
Eu mesmo me voltei, sim, meu coração o fez, para saber, e para perscrutar, e para procurar a sabedoria e a razão das coisas, e para conhecer a iniqüidade da estupidez e a estultícia da doidice;
26
e eu descobri: Mais amarga do que a morte [ achei ] a mulher que ela mesma é redes de caça, e cujo coração é redes de arrasto, [ e ] cujas mãos são grilhões. Bom diante do [ verdadeiro ] Deus é quem dela escapa, mas peca aquele que é capturado por ela.
Existe um, mas não há um segundo; tampouco tem ele filho ou irmão, mas não há fim de seu trabalho árduo. Também, os próprios olhos dele não se fartam de riquezas: “E para quem trabalho arduamente e faço a minha alma carecer de coisas boas? ” Também isto é vaidade e é uma ocupação calamitosa.
Quando as coisas boas se tornam muitas, os que as comem certamente se tornam muitos. E que vantagem há nisso para o grandioso dono delas, exceto olhar [ para elas ] com os seus olhos?