3
Pois os lábios duma mulher estranha estão gotejando como favo de mel e seu paladar é mais macio do que o azeite.
4
Mas o efeito posterior dela é tão amargo como o absinto; é tão afiado como uma espada de dois gumes.
5
Seus pés descem à morte. Mesmo os passos dela firmam-se no próprio Seol.
6
Ela não contempla a vereda da vida. Seus trilhos seguiram errantes, ela nem sabe [ para onde ].
7
Portanto, agora, ó filhos, escutai-me e não vos desvieis das declarações da minha boca.
8
Guarda teu caminho longe dela e não te chegues à entrada da sua casa,
9
para que não dês a tua dignidade a outros, nem os teus anos ao que é cruel;
10
para que os estranhos não se fartem com o teu poder, nem as coisas que obtiveste com dor fiquem na casa dum estrangeiro,
11
nem tenhas de gemer no teu futuro, quando tua carne e teu organismo chegarem ao fim.
12
E terás de dizer: “Quanto odiei a disciplina e desrespeitou meu coração até mesmo a repreensão!
13
E não escutei a voz dos meus instrutores e não inclinei meu ouvido aos meus mestres.
14
Vim a estar facilmente em toda sorte de maldade no meio da congregação e da assembléia. ”
15
Bebe água da tua própria cisterna e filetes de água do meio do teu próprio poço.
16
Porventura se deviam espalhar teus mananciais portas afora, [ tuas ] correntes de água nas próprias praças públicas?
17
Que mostrem ser somente para ti e não para os estranhos contigo.
18
Mostre-se abençoada a tua fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade,
19
gama amável e encantadora cabra-montesa. Inebriem-te os seus próprios seios todo o tempo. Que te extasies constantemente com o seu amor.
20
Portanto, meu filho, por que te devias extasiar com uma mulher estranha ou abraçar o seio duma mulher estrangeira?
21
Porque os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová e ele contempla todos os seus trilhos.
22
Ao iníquo apanharão os seus próprios erros e ele será segurado pelas cordas do seu próprio pecado.
23
Será ele quem morrerá por não haver disciplina e [ por ] ele se perder na abundância da sua tolice.