16
Chegaste aos mananciais do mar ou andaste em busca da água de profundeza?
17
Revelaram-se a ti os portões da morte ou podes ver os portões da sombra tenebrosa?
18
Consideraste inteligentemente os espaços amplos da terra? Informa se chegaste a conhecer tudo.
19
Onde, então, está o caminho que leva à residência da luz? Quanto à escuridão, onde, então, é seu lugar,
20
Para a levares ao seu termo e para compreenderes as sendas à sua casa?
21
Acaso [ o ] sabes porque nasceste naquele tempo, e [ porque ] os teus dias são muitos em número?
22
Acaso entraste nos depósitos da neve, ou vês mesmo os depósitos da saraiva,
23
Que reservei para o tempo de aflição, para o dia de peleja e de guerra?
24
Onde, então, está o caminho pelo qual se distribui a luz [ e ] o vento oriental se espalha pela terra?
25
Quem abriu um canal para a inundação e um caminho para a trovejante nuvem de temporal,
26
Para fazer chover sobre a terra onde não há homem, [ sobre ] o ermo em que não há homem terreno,
27
Para fartar lugares tempestuosos e desolados e para fazer brotar o rebento da relva?
28
Acaso existe um pai para a chuva, ou quem deu à luz as gotas do orvalho?
29
Do ventre de quem sai realmente o gelo, e quanto à geada do céu, quem é que a dá à luz?
30
As próprias águas ficam escondidas como que por uma pedra, e a própria superfície da água de profundeza se torna compacta.
31
Podes atar as cadeias da constelação de Quima, ou podes soltar as próprias cordas da constelação de Quesil?
32
Podes fazer sair a constelação de Mazarote no seu tempo fixado? E quanto à constelação de Ás ao lado dos seus filhos, acaso podes guiá-los?
33
Chegaste a conhecer os estatutos dos céus, ou poderias estabelecer a sua autoridade na terra?
34
Acaso podes elevar a tua voz mesmo até a nuvem, para que te cubra a massa movimentada da própria água?
35
Acaso podes enviar relâmpagos para que vão e te digam: ‘Aqui estamos! ’?
36
Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens ou deu compreensão ao fenômeno celeste?
37
Quem pode contar exatamente as nuvens em sabedoria, ou as talhas de água do céu — quem [ as ] pode entornar,
38
Quando o pó se despeja como dentro duma massa fundida e os próprios torrões de terra aderem um ao outro?
39
Acaso podes caçar a presa para o próprio leão e podes satisfazer o vivo apetite dos leões novos,
40
Quando se agacham nos esconderijos [ ou ] estão deitados na guarida para uma emboscada?
41
Quem prepara para o corvo o seu alimento quando seus próprios filhotes clamam a Deus por ajuda, vagueando por não haver nada para comer?