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	  <title>RVP - Reina valera (Português)</title>
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		<title>Marcos capítulo 14</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:12:26 +0000</pubDate>
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				Faltavam dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento; e os principais sacerdotes e os escribas buscavam uma maneira de prender Jesus com engano para matá-Lo.
				Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
				Estando Ele em Betânia, na casa de Simão, o leproso, assentado à mesa, veio uma mulher com um vaso de alabastro de perfume de nardo puro, caríssimo; ela quebrou o vaso de alabastro e derramou o perfume sobre a cabeça Dele.
				Porém, havia alguns que falavam entre si, indignados: Para que se fez este desperdício de perfume?
				Porque esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata, entregando-as aos pobres. Estavam irritados contra ela.
				Porém, Jesus disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela realizou em Mim uma boa obra.
				Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem quando quiserdes; mas, a Mim, nem sempre Me tendes.
				Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir Meu corpo para o sepultamento.
				Em verdade, Eu vos digo: Onde quer que se proclame o Evangelho, no mundo inteiro, também se dirá em memória o que ela fez.
				Então, Judas Iscariotes, um dos doze, foi ao encontro dos principais sacerdotes para entregá-Lo à traição.
				Eles, ao ouvi-lo, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; ele buscava como entregá-Lo no momento oportuno.
				No primeiro dia dos pães sem fermento, quando estavam sacrificando o cordeiro pascal, disseram-Lhe Seus discípulos: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?
				Então, enviou dois de Seus discípulos e disse-lhes: Ide à cidade, saí ao encontro de um homem que leva um cântaro de água; segui-o;
				e, onde quer que ele entre, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está Meu aposento em que poderei comer a Páscoa com Meus discípulos?
				E ele vos mostrará um grande cômodo no andar de cima, mobiliado e preparado; fazei os preparativos ali.
				Saindo os discípulos, chegaram à cidade e, achando como lhes dissera, prepararam a Páscoa.
				Ao entardecer, Ele chegou com os doze.
				E, quando estavam assentados à mesa comendo, disse Jesus: Em verdade, Eu vos digo que um de vós, que está comendo Comigo, Me trairá.
				Eles começaram a se entristecer e a perguntar, um a um: Acaso sou eu?
				Jesus lhes disse: Um dos doze, um que molha Comigo no prato.
				Porque o Filho do Homem vai, como Dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Melhor seria para esse não haver nascido.
				E, enquanto comiam, tomou um pão e, tendo-o abençoado, partiu-o e deu-lhes o pão, dizendo: Tomai, isto é Meu corpo.
				Em seguida, tomou o cálice, deu graças e lhes deu; e todos beberam dele.
				E disse-lhes: Isto é Meu sangue, o sangue da Nova Aliança, que é derramado em favor de muitos.
				Em verdade, Eu vos digo que não beberei mais do fruto da vide até aquele dia em que o beber novo, no Reino de Deus.
				Depois de cantar um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
				Então, disse-lhes Jesus: Todos vós sofrereis tropeço; porque escrito está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dis-persarão.
				Mas, depois que Eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.
				Pedro Lhe disse: Ainda que todos sofram tropeço, eu, não.
				Disse-lhe Jesus: Em verdade, Eu te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, tu Me negarás três vezes.
				Mas Pedro disse com mais veemência: Ainda que tenha de morrer Contigo, de modo algum Te negarei. Todos também diziam o mesmo.
				Chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse a Seus discípulos: Assentai-vos aqui até que Eu tenha orado.
				Ele tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e começou a ter pavor e angústia.
				E disse-lhes: Minha alma está aflita com uma tristeza mortal: Ficai aqui e vigiai.
				Ele foi um pouco mais adiante, caiu em terra e começou a orar para que, se fosse possível, passasse Dele aquela hora.
				E disse: Aba, Pai, tudo é possível para Ti; afasta de Mim este cálice; porém, não seja o que Eu quero, mas o que Tu queres.
				Voltando, encontrou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, estás dormindo? Não tiveste forças para vigiar por somente uma hora?
				Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
				E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
				E, voltando outra vez, encontrou-os dormindo, porque seus olhos estavam muito carregados; e não sabiam o que Lhe responder.
				Voltou pela terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta! É chegada a hora. Vede, o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores.
				Levantai-vos! Vamos! Vede, o que Me trai está aqui.
				Ele ainda estava falando quando, de repente, Judas, que era um dos doze, veio com uma grande multidão com espadas e varapaus, da parte dos principais sacerdotes, dos escribas e dos anciãos.
				O que O entregava lhes dera um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-O e levai-O com segurança.
				E, logo que chegou, aproximou-se Dele e disse: Mestre, Mestre, beijando-O.
				Assim, lançaram mão Dele e O prenderam.
				Porém, um dos que estavam ali perto puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha.
				Jesus, dirigindo-Se a eles, disse-lhes: Como a um salteador saístes com espadas e varapaus a Me prender?
				Todos os dias estava convosco ensinando no Templo, e não Me prendestes; mas isso é para que as Escrituras se cumpram.
				Então, todos O abandonaram e fugiram.
				Certo jovem O seguia, envolto somente em um lençol sobre o corpo nu, e o detiveram.
				Mas ele largou após si o lençol e fugiu nu.
				Levaram Jesus diante do sumo sacerdote e ajuntaram-se todos os principais sacerdotes, e os anciãos, e os escribas.
				Também Pedro O seguiu de longe até dentro do palácio do sumo sacerdote, onde estava assentado com os guardas, aquentando-se junto ao lume.
				E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio buscavam algum testemunho para matar Jesus, mas não o achavam.
				Porque muitos davam falso testemunho contra Ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
				E alguns, levantando-se, davam falso testemunho contra Ele, dizendo:
				Nós O ouvimos dizer: Eu derribarei este Templo, construído por mãos de homens e, em três dias, edificarei outro, que não será feito por mãos de homens.
				Porém, nem assim o testemunho deles era idêntico.
				Então, o sumo sacerdote levantou-se no Sinédrio e perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes ao que estes testificam contra Ti?
				Mas Ele calou-Se e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a perguntar, dizendo: És Tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
				E Jesus lhe disse: Eu O sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poder de Deus, vindo nas nuvens do céu.
				O sumo sacerdote, rasgando suas vestes, disse: Para que necessitamos de testemunhas?
				Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos O consideraram réu de morte.
				E alguns começaram a cuspir Nele, a cobrir-Lhe o rosto, a dar-Lhe bofetadas e a dizer-Lhe: Profetiza! E os guardas O receberam a bofetadas.
				Estando Pedro embaixo, no pátio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote.
				Ao ver Pedro aquentando-se, depois de olhar fixamente para ele, disse-lhe: Tu também estavas com Jesus Nazareno.
				Mas ele o negou, dizendo: Não sei e não compreendo o que tu estás dizendo. E saiu fora, à entrada (e o galo cantou).
				A criada, vendo-o, começou a dizer outra vez aos que ali estavam: Este é um deles.
				Mas ele o negou de novo. Pouco depois, os que estavam ali voltaram a dizer a Pedro: Por certo que tu és um deles, porque certamente és também galileu (e tua maneira de falar é semelhante).
				Ele começou a maldizer e a jurar, dizendo: Não conheço Esse homem de quem falais.
				E imediatamente o galo cantou pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante duas vezes, tu Me negarás três vezes. E, ao se dar conta, começou a chorar.
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