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		<title>Mateus capítulo 27</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 01:04:56 +0000</pubDate>
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 De manhã cedo, todos os chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo tomaram a decisão de condenar Jesus à morte. 
				
 E, amarrando-o, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 
				
 Quando Judas, que o havia traído, viu que Jesus fora condenado, foi tomado de remorso e devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos as trinta moedas de prata. 
				
 E disse: &quot;Pequei, pois traí sangue inocente&quot;. E eles retrucaram: &quot;Que nos importa? A responsabilidade é sua&quot;. 
				
 Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo, saindo, foi e enforcou-se. 
				
 Os chefes dos sacerdotes ajuntaram as moedas e disseram: &quot;É contra a lei colocar este dinheiro no tesouro, visto que é preço de sangue&quot;. 
				
 Então decidiram usar aquele dinheiro para comprar o campo do Oleiro, para cemitério de estrangeiros. 
				
 Por isso ele se chama campo de Sangue até o dia de hoje. 
				
 Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: &quot;Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado pelo povo de Israel, 
				
 e as usaram para comprar o campo do Oleiro, como o Senhor me ordenou&quot;. 
				
 Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: &quot;Você é o rei dos judeus? &quot; Respondeu-lhe Jesus: &quot;Tu o dizes&quot;. 
				
 Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes religiosos, ele nada respondeu. 
				
 Então Pilatos lhe perguntou: &quot;Você não ouve a acusação que eles estão fazendo contra você? &quot; 
				
 Mas Jesus não lhe respondeu nenhuma palavra, de modo que o governador ficou muito impressionado. 
				
 Por ocasião da festa era costume do governador soltar um prisioneiro escolhido pela multidão. 
				
 Eles tinham, naquela ocasião, um prisioneiro muito conhecido, chamado Barrabás. 
				
 Pilatos perguntou à multidão que ali se havia reunido: &quot;Qual destes vocês querem que lhes solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo? &quot; 
				
 Porque sabia que o haviam entregado por inveja. 
				
 Estando Pilatos sentado no tribunal, sua mulher lhe enviou esta mensagem: &quot;Não se envolva com este inocente, porque hoje, em sonho, sofri muito por causa dele&quot;. 
				
 Mas os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar a Jesus. 
				
 Então perguntou o governador: &quot;Qual dos dois vocês querem que eu lhes solte? &quot; Responderam eles: &quot;Barrabás! &quot; 
				
 Perguntou Pilatos: &quot;Que farei então com Jesus, chamado Cristo? &quot; Todos responderam: &quot;Crucifica-o! &quot; 
				
 &quot;Por quê? Que crime ele cometeu? &quot;, perguntou Pilatos. Mas eles gritavam ainda mais: &quot;Crucifica-o! &quot; 
				
 Quando Pilatos percebeu que não estava obtendo nenhum resultado, mas, pelo contrário, estava se iniciando um tumulto, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: &quot;Estou inocente do sangue deste homem; a responsabilidade é de vocês&quot;. 
				
 Todo o povo respondeu: &quot;Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos! &quot; 
				
 Então Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado. 
				
 Então, os soldados do governador levaram Jesus ao Pretório e reuniram toda a tropa ao seu redor. 
				
 Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; 
				
 fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: &quot;Salve, rei dos judeus! &quot; 
				
 Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça. 
				
 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e vestiram-lhe suas próprias roupas. Então o levaram para crucificá-lo. 
				
 Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e o forçaram a carregar a cruz. 
				
 Chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira, 
				
 e lhe deram para beber vinho misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber. 
				
 Depois de o crucificarem, dividiram as roupas dele, tirando sortes. 
				
 E, sentando-se, vigiavam-no ali. 
				
 Por cima de sua cabeça colocaram por escrito a acusação feita contra ele: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS. 
				
 Dois ladrões foram crucificados com ele, um à sua direita e outro à sua esquerda. 
				
 Os que passavam lançavam-lhe insultos, balançando a cabeça 
				
 e dizendo: &quot;Você que destrói o templo e o reedifica em três dias, salve-se! Desça da cruz, se é Filho de Deus! &quot; 
				
 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos zombavam dele, 
				
 dizendo: &quot;Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. 
				
 Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se dele tem compaixão, pois disse: ‘Sou o Filho de Deus! ’ &quot; 
				
 Igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele. 
				
 E houve trevas sobre toda a terra, do meio dia às três horas da tarde. 
				
 Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: &quot;Eloí, Eloí, lamá sabactâni? &quot; que significa: &quot;Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? &quot; 
				
 Quando alguns dos que estavam ali ouviram isso, disseram: &quot;Ele está chamando Elias&quot;. 
				
 Imediatamente, um deles correu em busca de uma esponja, embebeu-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. 
				
 Mas os outros disseram: &quot;Deixem-no. Vejamos se Elias vem salvá-lo&quot;. 
				
 Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o espírito. 
				
 Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. 
				
 Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. 
				
 E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. 
				
 Quando o centurião e os que com ele vigiavam Jesus viram o terremoto e tudo o que havia acontecido, ficaram aterrorizados e exclamaram: &quot;Verdadeiramente este era o Filho de Deus! &quot; 
				
 Muitas mulheres estavam ali, observando de longe. Elas haviam seguido Jesus desde a Galiléia, para o servir. 
				
 Entre elas estavam Maria Madalena; Maria, mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu. 
				
 Ao cair da tarde chegou um homem rico, de Arimatéia, chamado José, que se tornara discípulo de Jesus. 
				
 Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus, e Pilatos ordenou que lhe fosse entregue. 
				
 José tomou o corpo, envolveu-o num limpo lençol de linho 
				
 e o colocou num sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou-se. 
				
 Maria Madalena e a outra Maria estavam assentadas ali, em frente do sepulcro. 
				
 No outro dia, que era o seguinte ao da Preparação, os chefes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se a Pilatos 
				
 e disseram: &quot;Senhor, lembramos que, enquanto ainda estava vivo, aquele impostor disse: ‘Depois de três dias ressuscitarei’. 
				
 Ordena, pois, que o sepulcro dele seja guardado até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele ressuscitou dentre os mortos. Este último engano será pior do que o primeiro&quot;. 
				
 &quot;Levem um destacamento&quot;, respondeu Pilatos. &quot;Podem ir, e mantenham o sepulcro em segurança como acharem melhor&quot;. 
				
 Eles foram e armaram um esquema de segurança no sepulcro; e além de deixarem um destacamento montando guarda, lacraram a pedra. 
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