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		<title>Jó capítulo 29</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:44:45 +0000</pubDate>
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 Jó prosseguiu sua fala: 
				
 &quot;Como tenho saudade dos meses que se passaram, dos dias em que Deus cuidava de mim, 
				
 quando a sua lâmpada brilhava sobre a minha cabeça e por sua luz eu caminhava em meio às trevas! 
				
 Como tenho saudade dos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa, 
				
 quando o Todo-poderoso ainda estava comigo e meus filhos estavam ao meu redor, 
				
 quando as minhas veredas se embebiam em nata e a rocha me despejava torrentes de azeite. 
				
 &quot;Quando eu ia à porta da cidade e tomava assento na praça pública; 
				
 quando, ao me verem, os jovens saíam do caminho, e os idosos ficavam de pé; 
				
 os líderes se abstinham de falar e com a mão cobriam a boca. 
				
 As vozes dos nobres silenciavam, e suas línguas colavam-se ao céu da boca. 
				
 Todos os que me ouviam falavam bem de mim, e quem me via me elogiava, 
				
 pois eu socorria o pobre que clamava por ajuda, e o órfão que não tinha quem o ajudasse. 
				
 O que estava à beira da morte me abençoava, e eu fazia regozijar-se o coração da viúva. 
				
 A retidão era a minha roupa; a justiça era o meu manto e o meu turbante. 
				
 Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado. 
				
 Eu era o pai dos necessitados, e me interessava pela defesa de desconhecidos. 
				
 Eu quebrava as presas dos ímpios e dos seus dentes arrancava as suas vítimas. 
				
 &quot;Eu pensava: ‘Morrerei em casa, e os meus dias serão numerosos como os grãos de areia. 
				
 Minhas raízes chegarão até as águas, e o orvalho passará a noite nos meus ramos. 
				
 Minha glória se renovará em mim, e novo será o meu arco em minha mão’. 
				
 &quot;Os homens me escutavam em ansiosa expectativa, aguardando em silêncio o meu conselho. 
				
 Depois que eu falava, eles nada diziam; minhas palavras caíam suavemente em seus ouvidos. 
				
 Esperavam por mim como quem espera por uma chuvarada, e bebiam minhas palavras como quem bebe a chuva da primavera. 
				
 Quando eu lhes sorria, mal acreditavam; a luz do meu rosto lhes era preciosa. 
				
 Era eu que escolhia o caminho para eles, e me assentava como seu líder; instalava-me como um rei no meio das suas tropas; eu era como um consolador dos que choram. 
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