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	<description>Gênesis capítulo 41</description>
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		<title>Gênesis capítulo 41</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:34:37 +0000</pubDate>
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 Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho: Ele estava em pé junto ao rio Nilo, 
				
 quando saíram do rio sete vacas belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 
				
 Depois saíram do rio mais sete vacas, feias e magras, que foram para junto das outras, à beira do Nilo. 
				
 Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou. 
				
 Tornou a adormecer e teve outro sonho: Sete espigas de trigo, graúdas e boas, cresciam no mesmo pé. 
				
 Depois brotaram outras sete espigas, mirradas e ressequidas pelo vento leste. 
				
 As espigas mirradas engoliram as sete espigas graúdas e cheias. Então o faraó acordou; era um sonho. 
				
 Pela manhã, perturbado, mandou chamar todos os magos e sábios do Egito e lhes contou os sonhos, mas ninguém foi capaz de interpretá-los. 
				
 Então o chefe dos copeiros disse ao faraó: &quot;Hoje me lembro de minhas faltas. 
				
 Certa vez o faraó ficou irado com os seus dois servos e mandou prender-me junto com o chefe dos padeiros, na casa do capitão da guarda. 
				
 Certa noite cada um de nós teve um sonho, e cada sonho tinha uma interpretação. 
				
 Pois bem, havia lá conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele os interpretou, dando a cada um de nós a interpretação do seu próprio sonho. 
				
 E tudo aconteceu conforme ele nos dissera: eu fui restaurado à minha posição e o outro foi enforcado&quot;. 
				
 O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó. 
				
 O faraó disse a José: &quot;Tive um sonho que ninguém consegue interpretar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo&quot;. 
				
 Respondeu-lhe José: &quot;Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável&quot;. 
				
 Então o faraó contou o sonho a José: &quot;Sonhei que estava de pé, à beira do Nilo, 
				
 quando saíram do rio sete vacas, belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 
				
 Depois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. 
				
 As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas que tinham aparecido primeiro. 
				
 Mesmo depois de havê-las comido, não parecia que o tivessem feito, pois continuavam tão magras como antes. Então acordei. 
				
 &quot;Depois tive outro sonho: Vi sete espigas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. 
				
 Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste. 
				
 As espigas magras engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo&quot;. 
				
 &quot;O faraó teve um único sonho&quot;, disse-lhe José. &quot;Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. 
				
 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. 
				
 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome. 
				
 &quot;É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. 
				
 Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, 
				
 mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. 
				
 A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. 
				
 O sonho veio ao faraó duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la. 
				
 &quot;Procure agora o faraó um homem criterioso e sábio e coloque-o no comando da terra do Egito. 
				
 O faraó também deve estabelecer supervisores para recolher um quinto da colheita do Egito durante os sete anos de fartura. 
				
 Eles deverão recolher o que puderem nos anos bons que virão e fazer estoques de trigo que, sob o controle do faraó, serão armazenados nas cidades. 
				
 Esse estoque servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome. &quot; 
				
 O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros. 
				
 Por isso o faraó lhes perguntou: &quot;Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino? &quot; 
				
 Disse, pois, o faraó a José: &quot;Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. 
				
 Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você&quot;. 
				
 E o faraó prosseguiu: &quot;Entrego a você agora o comando de toda a terra do Egito&quot;. 
				
 Em seguida o faraó tirou do dedo o seu anel de selar e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. 
				
 Também o fez subir em sua segunda carruagem real, e à frente os arautos iam gritando: &quot;Abram caminho! &quot; Assim José foi colocado no comando de toda a terra do Egito. 
				
 Disse ainda o faraó a José: &quot;Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito&quot;. 
				
 O faraó deu a José o nome de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito. 
				
 José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Ele se ausentou da presença do faraó e foi percorrer todo o Egito. 
				
 Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção. 
				
 José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas. 
				
 Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, porque ia além de toda medida. 
				
 Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos. 
				
 Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, dizendo: &quot;Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai&quot;. 
				
 Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: &quot;Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido&quot;. 
				
 Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito, 
				
 e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia alimento. 
				
 Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comida, e este respondeu a todos os egípcios: &quot;Dirijam-se a José e façam o que ele disser&quot;. 
				
 Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de armazenamento e começou a vender trigo aos egípcios, pois a fome se agravava em todo o Egito. 
				
 E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte. 
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