2
Chamou-o assim e disse-lhe: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua mordomia, pois não podes mais administrar a casa. ’
3
O mordomo disse então no seu íntimo: ‘Que é que vou fazer, visto que o meu amo vai tirar-me a mordomia? Não sou bastante forte para cavar; tenho vergonha de mendigar.
4
Ah! Sei o que vou fazer, para que, quando eu for demitido da mordomia, as pessoas me recebam nos seus lares. ’
19
“Mas, certo homem era rico e costumava cobrir-se de púrpura e de linho, regalando-se de dia a dia com magnificência.
20
Mas, certo mendigo, de nome Lázaro, costumava ser colocado junto ao seu portão, [ estando ] cheio de úlceras
21
e desejoso de saciar-se com as coisas que caíam da mesa do rico. Sim, também os cães vinham e lambiam as suas úlceras.
22
Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [ a posição junto ao ] seio de Abraão. “Também o rico morreu e foi enterrado.
23
E no Hades, ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele [ na posição junto ] ao seio.
24
Por isso chamou e disse: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque eu estou em angústia neste fogo intenso. ’
25
Mas Abraão disse: ‘Filho, lembra-te de que recebeste plenamente as tuas boas coisas no curso da tua vida, mas Lázaro, correspondentemente, as coisas prejudiciais. Agora, porém, ele está tendo consolo aqui, mas tu estás em angústia.