9
Dai asas a Moab para que tome vôo, porque suas cidades transformar-se-ão em deserto.
10
Maldito aquele que faz com negligência a obra do Senhor! Maldito o que recusa o sangue à sua espada!
11
Desde a juventude, Moab vivia em paz, repousando sobre a borra, sem ser transvasada, nem exilada. Assim o sabor lhe ficou, e intato o aroma.
12
Dias, porém, virão - oráculo do Senhor -, em que lhe enviarei transvasadores que o trasfegarão, esvaziando os tonéis e quebrando os odres.
13
E Moab envergonhar-se-á de Camos, como Israel envergonhou-se de Betel que constituía sua esperança.
14
Como podeis dizer: Somos bravos, valentes guerreiros?
15
Moab está devastado; escalaram suas cidades. A flor de sua mocidade desce para a matança - oráculo do rei, cujo nome é Senhor dos exércitos.
16
A ruína de Moab é iminente, aproxima-se-lhe a largos passos a desgraça.
17
Chorai-a vós, seus vizinhos, e dizei vós, que lhe conheceis o nome: Como se partiu esse cetro poderoso, esse cetro cheio de glórias?
18
Desce de tua glória, assenta-te no solo ressecado, filha de Dibon, que moras ( neste lugar ), porque o devastador de Moab sobe contra ti, para destruir tuas muralhas.
19
Detém-te no caminho e espreita, habitante de Aroer; interroga o que foge e o que escapa, perguntando-lhes: O que aconteceu?
20
Moab em ruínas cobre-se de vergonha: gritai, gemei! Anuncia ao norte de Arnon que Moab foi destruído.
21
Foi o julgamento executado sobre a terra da planície, sobre Helon, Jasa, Mefaat,
22
Dibon, Nebo e Bet-Deblataim;
23
sobre Cariataim, Bet-Gamul, Bet-Maon,
24
Cariot e Bosra, e sobre todas as cidades, próximas ou distantes da terra de Moab.
25
Foi abatido o poderio de Moab, partiu-se-lhe o braço - oráculo do Senhor.